segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Te perder

Era uma quinta-feira normal no início de outubro deste ano. Eu havia ido a escola de manhã, saído 10:30 am como toda quinta-feira, cheguei em casa almocei, troquei de roupa, peguei meu mp3 e fui para o curso.
No caminho, como sempre fazia, liguei o mp3 e comecei a ouvir música(Óbvio).
Quando cheguei na rua Andradas, uma das mais movimentadas de Uruguaiana, percebi uma movimentação de pessoas fora do normal, quando me aproximei da esquina, vi um rapaz, de mais ou menos 22 anos, deitado no chão, uma moto jogada no acostamento do outro lado da rua, uma mulher, muito bem vestida, falando com um policial, apontando para um grande amassado em seu carro e um carro de bombeiros estacionado.
Sim, aquilo era um acidente.
Sempre quando eu via acidentes na TV, eu achava normal, mas ali vendo o cara morto no chão, me dei conta de que era uma vida interrompida.
Comecei a me perguntar: "E a familia dele?", "Será que ele tinha algum filho?", "Será que ele é culpado ou apenas a vítima fatal desse acidente?"
Quando finalmente cheguei na esquina, eu estava ouvindo "One Republic - Stop and Stare", foi quando senti um arrepio, e uma presença. Olhei para os lados mas não havia ninguém. Comecei a ficar assustada e então apressei o passo. A rua parecia infinita, parecia que eu nunca chegava ao outro lado.
Quando cheguei do outro lado, olhei pra trás, e lá estava o rapaz no chão, não sei porque, mas comecei a chorar. Amedida que eu andava aquela presença ficava mais forte e fraca ao mesmo tempo. Era como se estivesse perdendo alguém muito importante pra mim, mas que esse alguém estava comigo.
Você certamente deve estar me achando muito louca, mas isso realmente me tocou.
Por isso resolvi fazer um poema, é a forma mais fácil de expressar os meus sentimentos.
Vou me despedindo!

Deixo pra vocês o poema, Beijos e até o próximo post!




Te Perder


Sua voz nem pude ouvir...
Seu último suspiro nem pude sentir.
Seu olhar não pude entender.
Você estava tão fraco e frágil...
Eu mal pude te ver.

Uma angustia tomou conta de mim.
Me fazendo chorar.
Aquele era seu fim...
Eu não pude aguentar.

Eu não queria que você fosse agora...
Eu apenas não pude ajudar.
Meu coração tentou me fazer voltar...
Mas eu não suportei e fui embora.

Enquanto a música tomava conta do meu corpo...
A morte tomava conta do seu.

Eles queriam te levar...
E eu não pude fazer nada.
Sua imagem ficou na minha memória...
Como se fizesse parte de mim.

Como eu queria poder retribuir seu abraço.
Como eu queria poder dizer:
Pare, por favor, volte, seja forte.
Mas isso não adianta nada...
Pois você, simplesmente não está mais aqui.

Você não precisa saber quem eu sou...
Só precisa saber, que alguém aqui, se emportou.


By Fernanda Lima

Um comentário:

Jerri Dias disse...

É disso que o mundo precisa: empatia!