quinta-feira, 21 de março de 2013

Voltchê!

Olá, queridos!
O post de hoje não era esse post, mas este está sendo postando hoje porque o post original vai ter que esperar. O fato é que ele não teria o mesmo sentido sem as fotos que eu tirei, mas no momento elas não estão comigo e eu estou esperando me darem elas.
Então, fuxiquei meu computador atrás de velhos textos ou qualquer coisa que eu nunca publiquei que possa ser aproveitado e não é que eu achei uma infinidade de coisas? Pois é, achei alguns textos e alguns dos meus livros infinitos, sabe, aqueles que eu tenho escrito desde sempre e tudo mais.
O fato é que lendo alguns poemas, eu percebi que meus poemas eram "pobres". Certa vez minha professora de Português comentou sobre a rima rica e a rima pobre, e pode crer, meus poemas são tão pobres que socorro, viu. Mas enquanto eu os lia, eu lembrava do que me levou a escrever aquelas palavras e no quanto eu não me importava com sonoridade daquilo, eu apenas queria colocar aqueles sentimentos pra fora de alguma maneira e escrevendo sempre foi a melhor forma.
Um dos poemas me chamou atenção porque eu não lembrava para quem eu havia escrito até chegar na metade e então foi difícil conter as lágrimas. São milhões de sentimentos e lembranças vindo a tona e o pior foi perceber que eu estava quase esquecendo alguém tão importante pra mim. Nós crescemos e perdemos contato com tanta gente boa, apenas por dizer demais ou não dizer mais nada. O fato é que eu percebi que eu o amava e que hoje eu não faço a mínima ideia de como voltar a ter contato com aquela pessoa tão especial pra mim. Acredito que parte do que eu sou hoje, eu devo a ele e eu estava prestes a esquecer disso. Acho que chorei mais por isso, por quase deixar passar, por permitir que o tempo arrancasse lembranças tão boas de mim, por eu mesma fazer isso comigo. Bom, por fim resolvi postar o poema aqui, ainda não sei o motivo pelo qual eu tomei esta decisão, mas eu me sinto segura em postar aqui essas pequenas partes e fraquezas que fazem de mim um ser humano errôneo e perfeitamente normal. Tudo isso porque, mesmo isso aqui sendo um local público, eu confio em quem "me" lê desde os primórdios deste blog e acredito que vocês merecem conhecer esses pedaços. O resto é o resto.

Suportar

Não suporto olhar pra você.
Mas você insiste em vir me ver.

Não suporto ouvir sua voz.
Mas você insiste em cantar.

Não suporto rir com você.
Mas você insiste em me tirar do sério.

Não suporto sua ajuda.
Mas você insiste em aparecer quando eu mais preciso dela.

Não suporto seu amor.
Mas você insiste em me amar.

Não suporto não te suportar.

Não te suporto tanto...
Porque te amo mais do que posso suportar.

By Fernanda de Lima

Obrigada pelas lembranças, risadas e conselhos, Pedro Marco.


xxx

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