segunda-feira, 15 de junho de 2015

Amor ao próximo

Eu vou ser professora, pretendo ser quando me formar. E eu acredito sim que educação a gente trás de casa, mas nem por isso vou deixar de passar valores aos meus alunos. Até porque eu não tive muita instrução em casa, aprendi muita coisa observando e vendo que não deveria fazer, pois isso ia contra ao que eu julgava bom. Passei esses valores ao meu irmão mais novo que hoje é uma boa pessoa com 19 anos. No meu estágio, estou tentando passar para os alunos a mesma mensagem de bondade. Eu não sou muito de divulgar meus sentimentos no facebook, pois acredito que o poder do entendimento não é muito presente naquele local, mas hoje eu compartilhei um pensamento que tenho desde sempre. Ontem alguém curtiu uma publicação de 2012 no meu tumblr e eu li, reli e refleti sobre aquilo que eu postei há três anos e que ainda compartilho daquele pensamento. Pensando em tudo isso, fiz o seguinte post:

Algo que levo para a vida e sempre gosto de pensar a respeito: Amor ao próximo.
Se eu, Fernanda, ver um assassino sofrendo, eu vou sentir dó e eu vou rezar por ele. Não uma oração católica, não uma oração evangélica ou de qualquer outra religião. Eu vou rezar do meu jeito e pedir ao meu Deus que tire o sofrimento do coração tanto do assassino como das famílias das vítimas.
"AH, mas ele é um assassino!"
Eu sei, mas também é uma vida. Eu me colocaria no lugar dele, desejaria coisas boas a ele e desejaria que suas vítimas estivessem em um lugar melhor.
"AH, mas ele não pensou nas suas vítimas, não se colocou no lugar delas!"
E é por isso que ele é o assassino e não eu.
Nós nos tornamos aquilo que desejamos a outras pessoas. Se ele fez o mal, ele deve acertar isso consigo mesmo e com seu Deus. Eu não vou me tornar uma pessoa rancorosa por causa das atitudes dos outros. Eu sou feliz desta forma, desejando o bem a todos e todas independente dos seus erros. Acredito que desejar sofrimento e morte a alguém não me faz uma pessoa melhor do que aquele que de fato fez algo ruim.
As pessoas pensam muito em justiça mascarada de preconceito e vingança. Eu não sou uma pessoa religiosa (eu nem ao menos tenho uma religião), mas eu acredito que, seja por mão divina ou por destino, nós recebemos o que damos para o mundo.

Eu não espero curtidas ou felicitações, mas apenas gostaria que as pessoas que lessem, se sentissem tocadas pelo que eu escrevo. Eu ainda vou ter coragem de enviar a alguma editora meu livro, mas enquanto esta coragem não chega, eu ainda tento tocar aos que estão a minha volta.

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