quarta-feira, 27 de março de 2013

Surpresa!

Oi, queridos.
Vou confessar que eu ando depressiva ultimamente. Pois é, eu fico o dia todo dormindo ou olhando alguma coisa na tv, e claro, comendo muito. E vocês podem pensar "Quem sabe se tu dormisse à noite, tu não dormisse durante o dia", mas eis um segredo: Eu não consigo dormir. Eu apenas deito e fico pensando, já tentei não pensar, mas não adianta porque de qualquer forma eu fico apenas lá deitada sem pensar em nada e sem dormir também. E então quando eu consigo pegar no sono, já é tão tarde que é cedo. E por mais que eu não durma durante o dia (Que é o que eu venho tentando faz tempo), nada de dormir de noite também.  E aí são dias e noites sem dormir, o que é uma tortura.
Mas enfim, eu não vim aqui hoje as 05:32 para falar da minha insônia ou sei lá o que isso pode ser, vim aqui pra falar de um filme que eu acabo de assistir: "O Caçador de Pipas". Tenho certeza que já mencionei o livro aqui, mas essa noite eu resolvi olhar o filme. E tudo bem, se você é um leitor, você sabe que filmes sempre nos decepcionam comparados aos livros. Só que esse filme não me decepcionou. Ele foi diferente. Eu imaginei uma coisa no livro e então no filme era outra, mas ao mesmo tempo foi como se não existisse maneira mais perfeita de representar aquelas páginas em uma tela. Eu amei e eu vim aqui pra isso, pra dizer que, às vezes, esperar o pior ou não criar grandes expectativas, é uma ótima maneira de se surpreender.
Eu, particularmente, vivo criando expectativas sobre o futuro ou sobre como as coisas serão daqui a alguns anos ou alguns dias, quem sabe até horas, eu planejo tudo, eu tento adivinhar tudo porque eu odeio surpresas, porque as surpresas que eu conheço nunca foram felizes pra mim, porque quando algo é surpresa, quer dizer que alguém mentiu para que continuasse sendo uma surpresa. E eu sei que é um péssimo pensamento, eu apenas não consigo evitar.
Porém, eu acredito que surpresas boas como a do filme, são as melhores, pois elas acontecem sem a interferência de ninguém, acontecem naturalmente. Sabe, toda vez que eu assisto a série "How I Met Your Mother", eu fico pensando: "Quando será que eu vou conhecer minha alma gêmea?" "Será que eu já conheci e não sei?" "E se eu não tiver ou não quiser uma alma gêmea?" "O que eu vou ser daqui pra frente?" "Eu vou realizar meus sonhos?" "Eu sei quais são meus sonhos?" E por aí vai.
Bem, acredito que esse post tenha tomado um rumo inesperado e estranho, isso é o que acontece quando postamos sem edição, rs. Enfim, deixarei uma lição que talvez não tenha nada a ver com esse texto enorme ou talvez tenha tudo a ver: Não adianta fazer perguntas sem buscar as respostas. Não adianta esperar coisas boas sem lutar por elas. E não importa o quanto você tente adivinhar seu futuro, você só saberá como é quando ele chegar.

Boa noite/ Bom dia, procês (:

quinta-feira, 21 de março de 2013

Voltchê!

Olá, queridos!
O post de hoje não era esse post, mas este está sendo postando hoje porque o post original vai ter que esperar. O fato é que ele não teria o mesmo sentido sem as fotos que eu tirei, mas no momento elas não estão comigo e eu estou esperando me darem elas.
Então, fuxiquei meu computador atrás de velhos textos ou qualquer coisa que eu nunca publiquei que possa ser aproveitado e não é que eu achei uma infinidade de coisas? Pois é, achei alguns textos e alguns dos meus livros infinitos, sabe, aqueles que eu tenho escrito desde sempre e tudo mais.
O fato é que lendo alguns poemas, eu percebi que meus poemas eram "pobres". Certa vez minha professora de Português comentou sobre a rima rica e a rima pobre, e pode crer, meus poemas são tão pobres que socorro, viu. Mas enquanto eu os lia, eu lembrava do que me levou a escrever aquelas palavras e no quanto eu não me importava com sonoridade daquilo, eu apenas queria colocar aqueles sentimentos pra fora de alguma maneira e escrevendo sempre foi a melhor forma.
Um dos poemas me chamou atenção porque eu não lembrava para quem eu havia escrito até chegar na metade e então foi difícil conter as lágrimas. São milhões de sentimentos e lembranças vindo a tona e o pior foi perceber que eu estava quase esquecendo alguém tão importante pra mim. Nós crescemos e perdemos contato com tanta gente boa, apenas por dizer demais ou não dizer mais nada. O fato é que eu percebi que eu o amava e que hoje eu não faço a mínima ideia de como voltar a ter contato com aquela pessoa tão especial pra mim. Acredito que parte do que eu sou hoje, eu devo a ele e eu estava prestes a esquecer disso. Acho que chorei mais por isso, por quase deixar passar, por permitir que o tempo arrancasse lembranças tão boas de mim, por eu mesma fazer isso comigo. Bom, por fim resolvi postar o poema aqui, ainda não sei o motivo pelo qual eu tomei esta decisão, mas eu me sinto segura em postar aqui essas pequenas partes e fraquezas que fazem de mim um ser humano errôneo e perfeitamente normal. Tudo isso porque, mesmo isso aqui sendo um local público, eu confio em quem "me" lê desde os primórdios deste blog e acredito que vocês merecem conhecer esses pedaços. O resto é o resto.

Suportar

Não suporto olhar pra você.
Mas você insiste em vir me ver.

Não suporto ouvir sua voz.
Mas você insiste em cantar.

Não suporto rir com você.
Mas você insiste em me tirar do sério.

Não suporto sua ajuda.
Mas você insiste em aparecer quando eu mais preciso dela.

Não suporto seu amor.
Mas você insiste em me amar.

Não suporto não te suportar.

Não te suporto tanto...
Porque te amo mais do que posso suportar.

By Fernanda de Lima

Obrigada pelas lembranças, risadas e conselhos, Pedro Marco.


xxx